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EUA: Legalização da canábis não aumenta casos de psicose, conclui estudo longitudinal

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Um estudo longitudinal conduzido por investigadores do Hospital da Universidade da Pensilvânia descobriu que não houve um aumento significativo nas taxas de diagnóstico relacionadas com psicoses em estados que introduziram políticas de legalização da canábis. As conclusões foram divulgadas na publicação científica Jama Network. O estudo analisou dados de 6.368.0589 indivíduos entre 2003 e 2017 e concluiu que não houve diferença estatisticamente significativa nas taxas de diagnósticos relacionados com a psicose ou de antipsicóticos prescritos em estados com políticas de canábis medicinal ou recreativa, em comparação com estados onde a planta continua proibida.

A investigação foi levada a cabo por Holly Elser, MD, PhD, do Departamento de Neurologia do Hospital da Universidade da Pensilvânia, e centrou-se em 29 estados americanos que adoptaram políticas de canábis durante o período em que os dados foram recolhidos. Analisou as políticas de legalização que permitem o uso pessoal, cultivo, produção, promoção e venda. Os resultados de múltiplas análises não mostraram qualquer “aumento estatisticamente significativo” nas taxas de diagnósticos relacionados com psicose ou antipsicóticos prescritos em estados com políticas de canábis quer para uso medicinal quer para uso adulto/recreativo, em comparação com estados sem qualquer tipo de política de canábis em vigor.

No entanto, análises secundárias mostraram que as taxas de diagnósticos relacionados com psicose aumentaram entre os homens, pessoas com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos, e as de origem asiática em estados onde o uso adulto/recreativo foi legalizado em comparação com aqueles onde o mesmo continua proibido. Mas apesar disso os autores do estudo reconheceram que o mesmo era limitado, uma vez que só puderam usar dados daqueles que realmente receberam tratamento para o seu diagnóstico.

A canábis e o seu uso tem sido fortemente criticada por causar problemas de psicose e esta alegação tem sido frequentemente citada nos meios de comunicação social como um argumento contra a reforma das políticas canábicas, um pouco por todo o mundo.

Contudo, estudos que relataram associações entre o consumo de canábis e a psicose não demonstraram conclusivamente que esta desempenha um papel determinante no aparecimento de sintomas psicóticos. Uma vez que factores como a potência e quantidade de THC, a frequência do uso, a idade do consumidor e a até mesmo a própria genética do consumidor podem também contribuir para o risco de desenvolvimento de doenças e problemas de psicose.

Os autores do estudo declararam que “como os estados continuam a introduzir políticas de canábis, as implicações da legalização estatal da canábis para perturbações psicóticas justificam um estudo contínuo, particularmente em ambientes de dados onde estão disponíveis medidas directas de início e gravidade da doença”.

Os autores do estudo aconselharam a realização de mais estudos, à medida que mais países em todo o mundo vão introduzindo leis mais liberais sobre a canábis. O documento conclui que “neste estudo de coorte retrospectivo de dados comerciais e de reivindicações da Medicare Advantage, as políticas estatais médicas e recreativas de canábis não foram associadas a um aumento estatisticamente significativo nas taxas de resultados de saúde relacionados com a psicose. Como os estados continuam a introduzir novas políticas de canábis, a avaliação contínua da psicose como consequência potencial da legalização do canábis estatal pode ser informativa”.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Com formação profissional em desenho técnico CAD (2D e 3D), João Xabregas é activista e defensor de todos os usos e aplicações da canábis. Encontrou e entrou no mundo canábico ainda durante os seus tempos de juventude, onde ganhou especial interesse pelo cultivo da planta, o que o levou a uma jornada de auto-aprendizagem pelo mundo da canábis que ainda continua nos dias de hoje. As suas aventuras ligadas ao cultivo de canábis iniciaram-se com o mesmo objectivo de muitos outros: poder garantir a qualidade e eliminar quaisquer possíveis riscos para a sua saúde daquilo que consumia, bem como evitar quaisquer tipos de dependências do mercado ilícito. No entanto, rapidamente passou a encarar o mundo da canábis e tudo o que a ela diz respeito com um olhar bastante diferente. Assume a enorme paixão que nutre pela planta mais perseguida do mundo e sobre a qual está sempre disposto a escrever e a ter uma boa conversa.

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