Análise
Alívio do stress e da ansiedade é a principal razão para o consumo de canábis, revela inquérito do HashDash
Os dados mais recentes de um inquérito publicado pelo site HashDash revelam que 71% dos utilizadores registados consomem canábis para aliviar o stress, enquanto que 54,8% referem que a procuram para reduzir a ansiedade. Por outro lado, 60% dos utilizadores receiam que a canábis possa piorar a ansiedade e a paranóia. A percentagem de THC continua a ser o que mais pesa na decisão de compra, embora os terpenos e as diversas composições de canabinóides sejam mais importantes para obter os diferentes efeitos.
Fazendo o registo e preenchendo um breve questionário no site HashDash, é possível obter as listas das strains (variedades ou quimiotipos) de canábis mais adequadas para cada um, de acordo com os efeitos e os benefícios medicinais que se procuram.
Através das respostas dadas pelos utilizadores durante o questionário, o site retribui depois várias relações de strains organizadas por efeitos, problemas de saúde que se pretendem tratar ou mesmo dos terpenos (aromas) e canabinóides preferidos do utilizador.
Cada variedade tem uma ficha na qual se detalha a variedade, os canabinóides e terpenos predominantes, as indicações, os efeitos mais comuns e uma breve descrição daquele quimiotipo.
Se alguém prefere aquelas variedades de canábis mais cítricas, ou mais doces; se gosta de um efeito mais sonolento para dormir, mais criativo ou focado para trabalhar ou mesmo mais divertido ou expansivo; ou se quer saber quais as strains mais apropriadas para tratar alguma questão de saúde, basta clicar nas opções e, no final, o site irá procurar entre cerca de 5 mil variedades que constam da sua base de dados para lhe dar as que melhor preenchem os requisitos.
As respostas ficam gravadas e o utilizador pode alterar as opções ao longo do tempo.
Desde que foi lançado, em Março de 2023, mais de 700 utilizadores já fizeram o seu registo no HashDash e 500 concluíram o inquérito inicial, o que agora permite aos criadores analisar os dados introduzidos e entender, assim, quais as razões que levam os consumidores a procurar canábis e quais as suas preferências.
De entre os utilizadores, mais de 90% são norte-americanos, sendo que a percentagem de homens e mulheres é mais ou menos igual.
Dos resultados recolhidos até à data, é possível entender que 71% dos utilizadores procuram aliviar o stress com canábis, enquanto 54,8% a usam para a ansiedade – embora 60% afirmem temer que a canábis possa piorar a ansiedade e a paranóia.
Entre os outros dados agora partilhados, “mais de 70% querem sentir-se felizes ou relaxados; 39,6% preferem produtos com alto teor de THC e apenas 12,4% preferem produtos com baixo teor de THC; e 48,8% não sabem quais os terpenos que preferem.”
As preferências de sabor mais populares de acordo com os utilizadores do HashDash são ananás (34%), morango (32,8%), frutos vermelhos (31,6%), citrinos (31,6%) e limão (31,2%).
Terpenos e composição de canabinóides são mais importantes do que o teor de THC
De acordo os criadores, o fator determinante na decisão de compra de canábis continua a ser o teor de THC (Delta-9-tetrahidrocanabinol, o canabinóide psicotrópico), mas chamam a atenção para “um paradoxo surpreendente”.
Segundo explicam no comunicado enviado: “embora a maioria dos consumidores relate utilizar canábis para reduzir o stress e a ansiedade, muitos ainda preferem produtos com maior teor de THC, ao mesmo tempo que receiam que a canábis possa piorar os seus sentimentos de ansiedade e paranóia.”
Os dados sugerem, porém, que “os consumidores não estão confusos” estão antes “a operar dentro de uma estrutura de retalho que sobrevaloriza a percentagem de THC como indicador de qualidade ou potência”, esclarecem.
Como explicam: “os efeitos da canábis são mais influenciados pelos perfis de terpenos e pelo equilíbrio de canabinóides do que apenas pela percentagem de THC”, pelo que estas descobertas parecem trazer ao de cima um desafio: “alinhar a educação sobre o produto e o merchandising com a intenção do consumidor”.
“Se as decisões de compra continuarem ancoradas principalmente na percentagem de THC”, dizem, “os consumidores que sofrem de ansiedade e procuram calma e clareza mental podem continuar a ter resultados insatisfatórios.”
Isto é importante para os dispensários ou lojas de canábis, já que acaba por ter uma influência direta “na satisfação do cliente, na fidelização e na confiança na marca a longo prazo.”
O site HashDash foi criado por um grupo de “entusiastas da canábis e da tecnologia, após terem passado “14 anos a navegar por um mercado complexo e desajeitado”, contam no site.
A frustração perante a forma “fria, desconexa e impessoal dos mercados de canábis atuais” foi o que os moveu para criarem esta página, lançada em 2023, após cerca de dois anos a desenvolver o conceito, o algoritmo e os conteúdo, que são revistos por especialistas na área.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.





