Análise
Consumo de álcool baixou 15% em Estados que legalizaram canábis medicinal
Estudos das Universidades do Connecticut e da Georgia State University revelaram uma queda acentuada no consumo de álcool nos Estados que legalizaram a canábis para fins medicinais: as vendas de álcool caíram cerca de 15%, noticiou o Washington Post.
O lobby histórico das indústrias farmacêutica e de bebidas alcoólicas contra a legalização da canábis parece ter agora uma explicação matemática clara. De acordo com uma investigação avançada pelas universidades de Connecticut e Georgia State, as vendas de álcool caíram cerca de 15% nos estados norte-americanos que implementaram programas de canábis medicinal.
Os dados, originalmente avançados pelo Washington Post, sugerem que a canábis não é apenas um complemento, mas sim um substituto directo para muitos consumidores, ameaçando o “monopólio da intoxicação” mantido durante décadas pelo setor das bebidas.
Para chegar a estes resultados, os investigadores analisaram os números de vendas da Nielsen, examinando compras em supermercados, lojas de conveniência e farmácias em vários condados dos EUA entre 2006 e 2015. O foco foi comparar o comportamento dos consumidores antes e depois da promulgação das leis de canábis medicinal.
Embora estudos anteriores tivessem apontado para uma redução mais tímida — na ordem dos 2% —, esta nova análise mostra um impacto muito mais profundo, sugerindo que a legalização para fins recreativos poderá “amortecer” ainda mais o mercado do álcool no futuro.
“Corrida Verde”: Se não os podes vencer, junta-te a eles
Perante este cenário, os gigantes do sector já começaram a mudar de estratégia. Em vez de financiarem apenas a proibição, vários “figurões” da indústria estão a investir na chamada “Corrida Verde”:
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Constellation Brands: A distribuidora das cervejas Corona e Modelo investiu cerca de 100 milhões de dólares na empresa canadiana Canopy Growth para desenvolver bebidas com infusão de canábis.
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Budweiser: Chris Burggraeve, antigo executivo da marca, deixou o sector da cerveja para apostar no mercado legal da canábis.
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Cervejarias Artesanais: Marcas como a Lagunitas, na Califórnia, já lançaram produtos colaborativos que cruzam o mundo do lúpulo com o dos terpenos e cartuchos de vaporização de THC.
O que antes era visto como uma ameaça existencial está a transformar-se numa oportunidade de negócio, forçando a indústria do álcool a reavaliar a sua relação com uma planta que, durante quase um século, tentou manter na ilegalidade.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




