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Internacional

EUA: Oregon regista a maior queda de preços na venda de canábis desde 2016

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Foto: D.R.
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De acordo com os reguladores estatais, os preços médios de venda a retalho de canábis no estado de Oregon caíram para um mínimo sem precedentes de 4 dólares (3.77 euros) por grama no início de 2023, marcando um declínio de 16% em relação ao ano anterior. Actualmente, a oferta de canábis é muito mais elevada do que a procura no Oregon, pois há muita produção, mas, como continua a ser ilegal a nível federal, não se pode vender nem exportar além das fronteiras do estado. A Curaleaf já encerrou as operações no Oregon.

Esta redução continua a tendência a longo prazo de queda dos preços para menos de metade, desde que a canábis para fins recreativos foi legalizada no Oregon, há sete anos. A Comissão de Bebidas e Canábis de Oregon (OLCC) declarou no seu relatório anual à Assembleia Legislativa do estado que o mercado da canábis recreativa no estado de Oregon se encontra actualmente na sua posição económica mais fraca desde o início do programa em 2016.

Embora a queda dos preços seja benéfica para os consumidores, que estão cansados dos efeitos da inflação na maioria dos outros produtos, a queda acaba por se tornar péssima para os retalhistas e cultivadores do Oregon.

Os economistas estatais advertiram recentemente que a cobrança de impostos está abaixo das previsões e a razão para tal não se deve apenas à queda dos preços ter reduzido as receitas fiscais do Estado. Ainda assim, as empresas de canábis em dificuldades são “incapazes de pagar todas as suas contas”, no meio de um declínio acentuado.

Canábis recreativa: um mercado milionário

Apesar de ser um mercado de mil milhões de dólares (cerca de 940 milhões de euros), a indústria de canábis no Oregon está a viver problemas cada vez maiores. O mercado tem um montante recorde de contas a receber em atraso e os retalhistas devem dinheiro aos agricultores.

Isto está a acontecer em todo o mercado, causando dificuldades em toda a cadeia de abastecimento. De acordo com as declarações de Mason Walker, CEO da East Fork Cultivars, ao The Oregonian “temos um montante recorde de contas a receber em atraso e retalhistas que nos devem dinheiro”. Mason cultiva canábis no condado de Josephine.

Mais oferta que procura: Curaleaf encerra operações no Oregon

A oferta é muito mais elevada do que a procura em Oregon, resultando na queda dos preços. A canábis cresce abundantemente no estado, mas uma vez que a canábis continua a ser ilegal a nível federal não pode ser legalmente vendida e exportada para além das fronteiras do estado. Além disso, enquanto a canábis se está a tornar cada vez mais popular, os 4,2 milhões de habitantes do estado de Oregon consomem apenas uma fracção da canábis cultivada pelos agricultores do estado. A OLCC estima que a procura de canábis em Oregon foi de apenas 63% da oferta no ano passado.

Em 2022, as vendas diminuíram mais de 17% para 994 milhões de dólares (cerca de 935 milhões de euros), marcando o primeiro declínio anual de sempre na indústria de canábis no estado. A produção também está a diminuir à medida que os agricultores reagem à queda dos preços, mas a oferta e a procura estão longe de ser equilibradas. Os reguladores estatais acreditam que outra preocupação para os retalhistas e produtores é o grande stock de inventário que sobrou dos anos anteriores, o que poderá manter os preços baixos indefinidamente.

A OLCC declarou no seu relatório do mês passado que “estes baixos preços ao consumidor obrigam as empresas a operar sob margens baixas e pressão extrema”. Como resultado destas dificuldades, algumas grandes empresas de canábis deixaram de exercer as suas actividades no estado de Oregon, como é o caso da Curaleaf, uma das maiores empresas de canábis dos EUA, que anunciou em Janeiro o encerramento das suas operações no estado.

Mason Walker acredita que não há uma solução rápida para os problemas da indústria e, embora o Oregon tenha deixado de emitir novas licenças de canábis, em resposta aos problemas de abastecimento, isso teve pouco impacto, pois muitas já tinham sido emitidas.

À medida que mais estados legalizam a canábis, as pessoas que viajam para o Oregon para comprar canábis gastam menos, algumas das quais costumavam comprar o suficiente para depois levar para casa quando partiam. Embora a indústria da canábis no Oregon tenha resistido anteriormente a tempos difíceis, Walker acredita que a fadiga começa a instalar-se devido à prolongada recessão. Cada vez mais empresas estão a desistir e a vender as suas licenças por apenas uma fracção daquilo que esperavam.

 

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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]

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Com formação profissional em desenho técnico CAD (2D e 3D), João Xabregas é activista e defensor de todos os usos e aplicações da canábis. Encontrou e entrou no mundo canábico ainda durante os seus tempos de juventude, onde ganhou especial interesse pelo cultivo da planta, o que o levou a uma jornada de auto-aprendizagem pelo mundo da canábis que ainda continua nos dias de hoje. As suas aventuras ligadas ao cultivo de canábis iniciaram-se com o mesmo objectivo de muitos outros: poder garantir a qualidade e eliminar quaisquer possíveis riscos para a sua saúde daquilo que consumia, bem como evitar quaisquer tipos de dependências do mercado ilícito. No entanto, rapidamente passou a encarar o mundo da canábis e tudo o que a ela diz respeito com um olhar bastante diferente. Assume a enorme paixão que nutre pela planta mais perseguida do mundo e sobre a qual está sempre disposto a escrever e a ter uma boa conversa.

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