Ciência
Canábis pode ser a chave para salvar as abelhas de infecção fúngica mortal
Um novo estudo publicado na revista científica Apidologie revela que as inflorescências de Cannabis sativa ajudam a controlar a infecção por Nosema ceranae em abelhas melíferas, reduzindo a mortalidade das colmeias.
As abelhas em todo o mundo enfrentam uma ameaça invisível mas devastadora: o microsporídio Nosema ceranae, um fungo parasita que ataca o sistema digestivo destes polinizadores, causando o colapso de colmeias inteiras. No entanto, a solução pode estar nas flores de canábis.
Uma equipa de investigadores italianos, incluindo especialistas da Universidade de Pisa, testou o impacto do extracto de inflorescências de Cannabis sativa no controlo desta infecção em abelhas da espécie Apis mellifera ligustica. Os resultados foram promissores e sugerem um novo caminho para a apicultura sustentável.
Canábis: Um escudo natural contra parasitas nas abelhas
O estudo demonstrou que a administração de extractos de canábis ricos em canabinoides e outros compostos bioactivos não só ajudou a reduzir a carga parasitária de Nosema nas abelhas infectadas, como também melhorou a taxa de sobrevivência dos insectos.
Ao contrário de tratamentos químicos sintéticos, que podem deixar resíduos no mel ou prejudicar a saúde a longo prazo da colónia, os compostos da canábis parecem fortalecer o sistema das abelhas sem efeitos secundários nocivos aparentes.
A investigação focou-se especificamente nas flores da planta, onde a concentração de compostos como o CBD e diversos terpenos é mais elevada. Os cientistas observaram que estes elementos possuem propriedades antifúngicas e antioxidantes que combatem o stress oxidativo provocado pelo parasita no organismo das abelhas.
Por que é que esta descoberta é relevante?
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Biodiversidade: As abelhas são cruciais para a polinização de um terço dos alimentos que consumimos. Salvar as colónias é garantir a segurança alimentar global.
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Economia Circular: Agricultores que cultivam canábis podem encontrar no sector apícola um novo mercado para subprodutos da planta ou até promover a instalação de colmeias em campos de cultivo de cânhamo para protecção mútua.
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Medicina Natural: Reforça o papel da canábis como uma ferramenta versátil na medicina veterinária e na saúde ambiental, muito além do uso humano.
Este estudo abre as portas para o desenvolvimento de novos suplementos alimentares para abelhas à base de canábis, oferecendo uma alternativa biológica e eficaz para um dos maiores problemas da apicultura moderna.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




