Internacional
Hong Kong apreende 9 kg de canábis e detém dois passageiros de 19 anos, vindos de Banguecoque
O governo de Hong Kong e o Departamento de Alfândega anunciaram a apreensão de cerca de 9 quilogramas de flores de canábis no Aeroporto Internacional Chek Lap Kok, numa operação realizada anteontem, 8 de Fevereiro de 2026. Com um valor estimado de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 210,000 euros), as flores de canábis foram encontradas na bagagem de um casal de 19 anos, que vinha de Banguecoque, na Tailândia.
Em comunicado de Imprensa, a Alfândega de Hong Kong refere que detectou no dia 8 de Fevereiro “um caso de tráfico de droga envolvendo a ocultação de bagagem no Aeroporto Internacional de Hong Kong”, tendo apreendido “cerca de 9 quilos de flores de canábis, com um valor de mercado estimado em cerca de 1,9 milhões de dólares”. Duas pessoas “suspeitas de envolvimento no caso” foram detidas, refere o documento.
“Uma passageira e um passageiro, ambos de 19 anos, chegaram ontem a Hong Kong vindos de Banguecoque, na Tailândia. Durante a inspecção alfandegária, os agentes encontraram o lote de flores de canábis nas suas bagagens. A dupla foi detida de seguida. Os dois detidos foram acusados de um crime de tráfico de droga e vão comparecer no Tribunal de Magistrados de West Kowloon amanhã (10 de fevereiro)”.
Após este episódio, a Alfândega garante que “continuará a intensificar a fiscalização do tráfico de droga através de análises de inteligência”. O departamento lembra ainda o público que “deve manter-se alerta e não participar em actividades de tráfico de droga em troca de dinheiro. É proibido aceitar o transporte de artigos controlados para dentro ou para fora de Hong Kong por terceiros. É também importante que não transportem artigos desconhecidos para outras pessoas”, alerta o comunicado.
A Alfândega avisa ainda continuará a aplicar “uma abordagem de avaliação de risco e a dar prioridade à selecção de passageiros de regiões de alto risco para o desalfandegamento, visando o combate ao tráfico transnacional de droga”.
De acordo com a lei de Hong Kong, o tráfico de drogas perigosas é um crime grave. Em caso de condenação, a pena máxima é uma multa de 5 milhões de dólares de Hong Kong (550,000 euros) e prisão perpétua.
Tráfico de canábis a partir da Tailândia: Um cenário que não é inédito
Esta apreensão integra um padrão de detenções envolvendo passageiros provenientes da Tailândia. Em Novembro de 2025, a Alfândega já tinha interceptado cerca de 17 kg de flores de canábis na bagagem de um passageiro que tinha viajado de Banguecoque via Jacarta.
Num caso anterior, em Setembro de 2025, dois passageiros também provenientes de Banguecoque foram detidos depois de as autoridades encontrarem cerca de 12 kg de canábis escondidos em embalagens de snacks na bagagem de cabine.
Além destes episódios, comunicados oficiais e cobertura local apontam para múltiplas apreensões semelhantes ao longo de 2025, reforçando a avaliação das autoridades de que determinadas rotas aéreas são consideradas de “alto risco” para o tráfico internacional de substâncias psicotrópicas.
O fluxo recorrente de apreensões envolvendo voos provenientes de Banguecoque reflecte também o contraste regulamentar entre as duas jurisdições. Hong Kong mantém uma política de tolerância zero, classificando a canábis como droga perigosa e aplicando sanções penais extremamente severas, incluindo prisão perpétua para tráfico de estupefacientes.
Por seu lado, a Tailândia descriminalizou e liberalizou parcialmente o uso e cultivo de canábis nos últimos anos, permitindo a produção e comercialização sob determinados enquadramentos legais, num contexto que aumentou a disponibilidade regional da planta.
A discrepância entre um ambiente relativamente permissivo na origem e um regime altamente repressivo no destino contribui para que alguns passageiros arrisquem o tráfico internacional, levando as autoridades de Hong Kong a reforçar controlos e triagens de risco em rotas consideradas sensíveis.
Nota aos viajantes
Em diversos países, principalmente a Rússia e a maioria dos destinos asiáticos, a legislação relativa à canábis mantém-se extremamente restritiva e prevê sanções penais severas, incluindo a prisão perpétua e até mesmo a pena de morte. O transporte de qualquer quantidade, mesmo que destinada a uso pessoal, pode resultar em detenção, processo judicial e aplicação de penas pesadas (vejam-se os casos de Britney Griner, Jarred Shaw ou Patrick Schobel, por exemplo).
As autoridades recordam que o desconhecimento das leis locais não constitui defesa nem justificação legal para o tráfico. Antes de viajar, é recomendável verificar o enquadramento regulamentar do país de destino e evitar transportar substâncias ou produtos proibidos, de forma a prevenir consequências legais graves.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




