Cânhamo
Associação Europeia do Cânhamo Industrial pede à UE aumento do limite de THC para 1%
A EIHA (European Industrial Hemp Association) está a pressionar a União Europeia (UE) para aumentar o limite legal de THC no cânhamo industrial de 0,3% para 1%, numa proposta que poderá representar uma das maiores reformas regulamentares do sector nas últimas décadas. A posição foi apresentada no âmbito da discussão da próxima Política Agrícola Comum (PAC), prevista para o período entre 2028 e 2032, avançou o Hemp Today.
Segundo a associação, o actual limite é excessivamente restritivo e cria insegurança jurídica para os agricultores, mesmo quando utilizam variedades certificadas de cânhamo.
De acordo com a EIHA, factores naturais como o clima, a intensidade da luz solar ou o stress da planta podem levar a variações temporárias nos níveis de THC, colocando produtores em risco de perder colheitas inteiras ou apoios agrícolas. Um limite de 1% permitiria maior estabilidade no campo, incentivaria a inovação genética e tornaria o sector europeu mais competitivo a nível internacional.
A associação sublinha ainda que um limiar mais elevado não representa riscos para a saúde pública e já é adoptado noutros países fora da União Europeia. Além disso, defende que a revisão do enquadramento legal é essencial para desbloquear o potencial económico do cânhamo, tanto na produção de fibra e sementes como em aplicações industriais, alimentares e ambientais.
Para além do aumento do limite de THC, a EIHA propõe que o cânhamo seja incluído de forma explícita nas normas de comercialização europeias, com regras claras sobre qualidade, rotulagem e transparência de mercado. O objectivo é criar um quadro regulamentar mais coerente, que reconheça o cânhamo como uma cultura agrícola estratégica para a transição verde e a bioeconomia europeia.
O debate surge numa altura em que alguns decisores políticos já admitem ajustes ao limite actual, embora a proposta de 1% represente uma mudança mais ambiciosa face às soluções intermédias que têm vindo a ser discutidas.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




