Ciência
Estudo alemão mostra que canábis medicinal reduziu uso de medicamentos em 85%
Um inquérito realizado a mais de 3.500 pacientes na Alemanha concluiu que a canábis medicinal permitiu reduzir, em média, 84,5% do consumo de medicamentos sujeitos a receita médica, incluindo opióides, antidepressivos e comprimidos para dormir. Os dados reforçam o potencial da canábis como uma alternativa terapêutica e ferramenta de redução de danos, numa altura em que o mercado medicinal alemão continua a expandir-se rapidamente.
De acordo com uma notícia publicada pela leafie, um inquérito realizado na Alemanha com 3.528 pacientes de canábis medicinal concluiu que os participantes reduziram, em média, 84,5% do consumo de medicamentos sujeitos a receita médica após iniciarem tratamento com canábis medicinal. Mais de metade (58,9%) afirmou ter deixado completamente pelo menos um medicamento convencional.
O estudo, divulgado pela empresa alemã Bloomwell, analisou sobretudo pacientes que utilizavam opióides, antidepressivos, comprimidos para dormir e medicação para TDAH. Entre os resultados mais expressivos constam:
- 61% dos pacientes deixaram totalmente os opióides;
- 75,5% interromperam completamente os comprimidos para dormir;
- 93,4% reduziram os sedativos em pelo menos metade;
- 77,3% dos utilizadores de metilfenidato (Ritalina) deixaram de o tomar;
- A redução média do uso de opióides foi de 83,9%.
Além da diminuição no consumo de fármacos, os pacientes relataram melhorias significativas na qualidade de vida:
- 60,7% deixaram de sentir efeitos secundários relacionados com medicamentos;
- 67,8% disseram ter melhor concentração;
- 61,9% relataram maior interacção social;
- 53,9% tiveram menos faltas ao trabalho.
Segundo Julian Wichmann, CEO da Bloomwell, um dos principais benefícios da canábis medicinal não é apenas o tratamento dos sintomas, mas também a possibilidade de evitar os efeitos adversos associados aos medicamentos tradicionais, sobretudo os opióides.
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que o estudo é baseado em auto-relatos dos pacientes e não num ensaio clínico controlado. Ou seja, os dados mostram experiências reais dos utilizadores, mas não provam causalidade científica definitiva. Ainda assim, reforçam a crescente evidência sobre o potencial da canábis medicinal como ferramenta de redução de danos e alternativa terapêutica em condições como dor crónica, ansiedade, insónia e TDAH.
O contexto alemão também ajuda a explicar estes números. Desde 2017, a Alemanha permite o acesso à canábis medicinal mediante prescrição, e em 2024 o país removeu a canábis da lista de narcóticos, facilitando prescrições e reduzindo preços. O mercado médico alemão tornou-se um dos maiores da Europa.
O estudo soma-se a outras investigações recentes realizadas nos EUA, Reino Unido e Austrália que apontam para reduções no uso de opióides e melhorias na dor, sono, ansiedade e qualidade de vida entre pacientes que utilizam canábis medicinal.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




