Análise
Reino Unido poderá ultrapassar os 140,000 pacientes de canábis medicinal em 2026, enquanto importações e oferta de produtos duplicaram
O mercado britânico da canábis medicinal continua a crescer a um ritmo acelerado e poderá ultrapassar os 140 mil doentes até ao final de 2026, segundo a mais recente edição do relatório UK Medical Cannabis Market Update 2026, publicado pela Prohibition Partners. O estudo revela que tanto as importações de canábis medicinal como o número de produtos disponíveis duplicaram em 2025, consolidando o Reino Unido como um dos mercados de canábis medicinal com crescimento mais rápido a nível mundial.
De acordo com o relatório, o Reino Unido importou 30.061 quilogramas de canábis medicinal em 2025, mais do dobro dos 14.992 quilogramas registados em 2024. Em paralelo, o número de medicamentos à base de canábis disponíveis para prescrição aumentou de 374 para 818 produtos, refletindo a entrada de novos fornecedores, uma maior concorrência e uma descida generalizada dos preços.
A Prohibition Partners estima que o mercado britânico da canábis medicinal possa atingir um valor de cerca de 398 milhões de libras esterlinas até ao final de 2026.
Canadá torna-se o principal fornecedor
O relatório destaca uma alteração significativa na origem das importações. As exportações canadianas para o Reino Unido aumentaram 562% num único ano, passando de 2,58 toneladas em 2024 para 17,07 toneladas em 2025.
Segundo a análise, o Canadá representa atualmente entre 70% e 80% de toda a canábis medicinal que entra no Reino Unido, quando se contabilizam também os produtos exportados através de outros países, como Portugal.
Esta evolução contrasta com a situação de Espanha, que ainda em 2023 fornecia mais de metade da canábis medicinal importada pelo Reino Unido, mas cuja quota de mercado caiu para apenas 11%.
Mais de 140 mil doentes previstos
A Prohibition Partners prevê que mais de 140 mil pessoas estejam a receber tratamento com canábis medicinal no Reino Unido durante 2026, um aumento significativo face aos cerca de 100 mil doentes estimados no ano anterior.
O crescimento continua a ser impulsionado quase exclusivamente pelo setor privado, uma vez que a grande maioria dos doentes obtém prescrições através de clínicas privadas de telemedicina, e não através do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS).
Segundo o relatório, existem actualmente mais de 40 clínicas privadas especializadas, sendo que apenas oito plataformas são responsáveis por cerca de 80% de todas as prescrições emitidas.
Preços continuam a cair
O aumento da concorrência entre fornecedores está também a traduzir-se numa redução dos preços dos medicamentos.
O preço médio da flor de canábis medicinal, a forma farmacêutica mais frequentemente prescrita no Reino Unido, desceu de 7,10 libras para 6,80 libras por grama durante o último ano. Os dispositivos de vaporização registaram uma redução de preços ainda mais expressiva, com uma descida de aproximadamente 25%.
Reguladores acompanham crescimento do sector
O crescimento acelerado do mercado privado começa igualmente a despertar maior atenção por parte das autoridades britânicas.
A Care Quality Commission (CQC), entidade responsável pela supervisão dos serviços de saúde em Inglaterra, já manifestou preocupações relativamente à fiscalização de algumas clínicas privadas e às respetivas práticas de prescrição.
Entretanto, o Advisory Council on the Misuse of Drugs (ACMD) deverá realizar uma revisão formal do sector durante 2026 ou 2027.
Alexander Khourdaji, analista sénior da Prohibition Partners e autor do relatório, considera que o mercado britânico deixou de ser um nicho e transformou-se, em apenas dois anos, num dos mercados de canábis medicinal com crescimento mais rápido do mundo. Segundo o investigador, a maioria da população britânica continua sem ter consciência da dimensão que este setor já atingiu, sendo atualmente o Canadá o principal fornecedor da canábis prescrita aos doentes britânicos.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




