Internacional
Suíça testa entrega de canábis ao domicílio enquanto mercado medicinal ganha escala
A Suíça aprovou o seu oitavo projecto-piloto de canábis para uso adulto, introduzindo pela primeira vez a entrega ao domicílio como canal legal de distribuição. O estudo CanLeg decorrerá no cantão de St. Gallen durante cinco anos e deverá envolver até 5.000 participantes, divididos entre acesso por farmácia, entrega ao domicílio e grupo de controlo.
Mais do que testar apenas a venda legal, o projecto pretende avaliar de que forma diferentes modelos de acesso influenciam os padrões de consumo, a saúde dos participantes e a substituição do mercado ilícito. Os participantes terão acesso a flores, haxixe, óleos de THC, produtos para vaporização e comestíveis, fornecidos por operadores suíços licenciados.
O novo piloto surge num momento em que a Suíça começa também a consolidar-se como um dos mercados medicinais mais relevantes da Europa. Dados intercalares do FOPH/MeCanna, analisados pela CannaMonitor, apontam para cerca de 1.200 pacientes reportados, uma estimativa de 10.000 pacientes a aceder através de farmácias e até 110.000 pessoas a utilizar canábis para tratar sintomas ou condições de saúde.
O perfil do mercado medicinal também está a mudar. Embora os óleos e tinturas continuem a dominar, a flor passou de 2% para 26% dos produtos reportados, sinalizando uma diversificação semelhante à observada em mercados mais maduros, como a Alemanha. A dor continua a ser a principal indicação, representando cerca de três quartos dos pacientes, mas há sinais de crescimento em áreas como sono, ansiedade e saúde mental.
Apesar da liberalização da prescrição em 2022, o acesso continua limitado por preços elevados, fraca comparticipação, poucos médicos activos na prescrição e disponibilidade desigual. Com menos de 100 pacientes reembolsados e custos mensais que podem ultrapassar os 500 francos suíços, a expansão dos pilotos de uso adulto levanta uma questão central: se a Suíça avançar para um mercado regulado nacional, conseguirá garantir que os pacientes não ficam para trás.
Suíça comprova eficácia da regulamentação na saúde pública
O lançamento do CanLeg surge poucos meses depois da divulgação dos resultados do projecto-piloto Cann-L, realizado em Lausanne, que reforçou a eficácia da regulamentação do acesso à canábis para uso adulto. Ao longo de 18 meses, cerca de 69% dos participantes abandonaram o mercado ilícito em favor do circuito legal, enquanto o consumo médio diminuiu 24%, passando de 15,8 para 12 gramas por mês.
O estudo concluiu ainda que o acesso a produtos regulamentados, mais baratos e sujeitos a controlo laboratorial reduziu a exposição a produtos de elevada potência, promoveu formas de consumo de menor risco e melhorou a ligação dos consumidores aos serviços de saúde, sem provocar um aumento global do consumo. Estes resultados estão entre os principais argumentos que sustentam a expansão dos projectos-piloto suíços e o debate em torno da criação de um mercado nacional regulado para adultos.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, Laura Ramos tem uma pós-graduação em Fotografia e é Jornalista desde 1998. Vencedora dos Prémios Business of Cannabis na categoria "Jornalista do Ano 2024", Laura foi correspondente do Jornal de Notícias em Roma, Itália, e Assessora de Imprensa no Gabinete da Ministra da Educação do 21º Governo Português. Tem uma certificação internacional em Permacultura (PDC) e criou o arquivo fotográfico de street-art “Say What? Lisbon” @saywhatlisbon. Co-fundadora e Editora do CannaReporter® e coordenadora da PTMC - Portugal Medical Cannabis, Laura realizou o documentário “Pacientes” e integrou o steering group da primeira Pós-Graduação em GxP’s para Canábis Medicinal em Portugal, em parceria com o Laboratório Militar e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.




