Ciência
Já são mais de 53,000 os artigos científicos sobre canábis revistos-por-pares publicados na PubMed
Os estudos científicos que envolvem canábis aumentam de forma consistente de ano para ano e, mais uma vez, o número de ‘papers’ relativos à planta publicados no último ano por investigadores do mundo inteiro multiplicou-se, ultrapassando os 53 mil artigos revistos-por-pares. Só na última década foram registados mais de 37,000 artigos científicos, o que representa 70% de todos os artigos revistos por pares. Todos estes estudos estão disponíveis na PubMed para consulta pública.
De acordo com uma notícia publicada na semana passada no site da associação ativista norte-americana National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML), “pelo quinto ano consecutivo, investigadores de todo o mundo publicaram mais de 4,000 artigos científicos específicos sobre canábis, os seus componentes ativos e os seus efeitos, de acordo com os resultados da pesquisa por palavras-chave no site da National Library of Medicine/PubMed.gov.”
De acordo com a mesma notícia, só na última década foram registados mais de 37,000 artigos científicos (70% e todos os artigos revistos por pares), um aumento que parece estar explicado pelo “novo foco” dos investigadores, tanto nos mecanismos de ação dos canabinóides como sobre os efeitos reais das leis nos países onde o uso da planta foi legalizado.
Factos rebatem o argumento “não há estudos”
Isto vem contrariar um dos argumentos mais repetidos pela classe médica, o de que ainda não há suficiente informação científica ou resultados consistentes sobre o uso da canábis ou de determinados canabinóides para justificar a sua aplicação clínica.
É certo que nem todos os estudos publicados são ensaios clínicos nem todos chegaram a conclusões definitivas ou mesmo positivas no sentido da eficácia dos canabinóides para certas condições. Mas para Paul Armentano, vice-diretor da NORML, é certo que “apesar da percepção de que a canábis ainda não foi submetida a uma análise científica adequada, o interesse dos cientistas em estudar a canábis aumentou exponencialmente na última década, assim como a nossa compreensão da planta, dos seus componentes ativos, dos seus mecanismos de ação e dos seus efeitos tanto no utilizador como na sociedade”.
O volume de informação científica séria e válida disponível atualmente parece ser suficiente para se reverter a perspetiva que tem prevalecido até agora. “É tempo para os políticos e outras pessoas pararem de avaliar a canábis pela óptica do que ‘não sabemos’ e, em vez disso, começarem a participar em discussões baseadas em evidência [que existe] sobre a marijuana e sobre as políticas de reforma da marijuana que sejam indicativas de tudo o que sabemos”, defendeu Armentano.
Segundo a NORML, alguns dos estudos encontrados no site da PubMed.gov datam de 1840 e estão disponíveis para consulta pública no site da instituição desde 1996. A PubMed é, como explicam, “um recurso gratuito que facilita a pesquisa e a recuperação de literatura biomédica e das ciências da vida”.
No site da NORLM também se podem encontrar os sumários de 450 estudos que avaliam a segurança e a eficácia terapêutica da canábis e dos canabinóoides para diversos tipos de doenças.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




