Nacional
Portugal: Carlos Cabreiro é o novo diretor nacional da Polícia Judiciária
Mais de um mês após a saída de Luís Neves, ex-diretor da Polícia Judiciária e atual Ministro da Administração Interna, a Polícia Judiciária (PJ) tem, finalmente, um novo diretor nacional: Carlos Cabreiro, que até hoje assumia a liderança da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T). O anúncio foi feito hoje à tarde, num comunicado emitido pelo gabinete do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, no qual se informa que já foi dado conhecimento desta decisão ao Presidente da República, António José Seguro.
Com mais de 30 anos de carreira dentro da Judiciária, Cabreiro tem uma longa carreira ligada à criminalidade informática e económica, tendo ficado conhecido por liderar a operação “Fora de Jogo”, que em 2019 resultou na detenção do hacker Rui Pinto, criador da plataforma “Football Leaks”.

Luís Neves (à esquerda), antigo diretor nacional da PJ, é agora o ministro da Administração Interna. Carlos Cabreiro (à direita) é o novo diretor nacional da PJ. Foto: D.R.
De acordo com a nota biográfica divulgada no comunicado, Carlos Manuel Antão Cabreiro, de 59 anos, nasceu em Picote (Miranda do Douro), tendo entrado na PJ em 1991 para frequentar o curso de formação de agentes estagiários. Um ano depois, passou a exercer funções como agente da carreira de Investigação Criminal, tendo ascendido à categoria de Coordenador Superior em 2019.
Passou ainda pela Direção Central de Investigação de Corrupção Fraudes e Infrações Económico-Financeiras; foi subdiretor Nacional Adjunto na Direção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira entre 2005 e 2009; esteve na Coordenação da 8.º Secção da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo de 2009 a 2016, ano em que assumiu o cargo de Diretor UNC3T, para o qual foi nomeado por despacho da Ministra da Justiça. Foi também um dos co-redatores do “Manual de Procedimentos de Criminalidade Informática da Polícia Judiciária.”
Fontes contactadas pelo Diário de Notícias referiram que o novo responsável “é considerado ‘um bom chefe'” e “uma boa escolha”, mas como contam ainda, o facto de o nome não ter sido conhecido antes do anúncio de hoje terá sido uma surpresa, já que “levou a que se chegasse a temer ‘que fosse alguém de fora’ [da PJ]”.
Na mesma notícia lê-se ainda que no Parlamento, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, manifestou o seu apoio ao novo diretor da PJ com a seguinte declaração: “Estou muito contente com a nomeação, uma nomeação que vem dignificar a Polícia Judiciária. Será o homem certo para o lugar certo, no momento certo histórico da Polícia Judiciária”.
Já Luís Neves, numa breve declaração a vários jornalistas, elogiou Cabreiro dizendo que é “uma excelente escolha, é um excelente profissional e vai ter um grande mandato” como diretor da PJ, sublinhando que “entrámos juntos para a polícia há trinta e tal anos”.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




