Internacional
Monica Juma é a nova Diretora do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)
A queniana Mónica Juma assumiu a direção do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e o Crime (UNODC) esta segunda-feira, 11 de Maio, numa altura em que a ONU enfrenta pressões crescentes e a reforma do seu sistema, entre outros desafios.
Monica Juma, natural do Quénia e com um percurso dedicado à segurança multinacional e à diplomacia, tomou posse como a nova Diretora-Geral do Gabinete das Nações Unidas em Viena (UNOV) e como Diretora Executiva do Gabinete das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) na passada segunda-feira, após a sua nomeação pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Juma, que chegou a Viena na véspera, revelou que quis “começar imediatamente” a trabalhar, reunindo-se pessoalmente com os funcionários “para que possam associar um rosto a um nome, e para que possamos iniciar esta jornada juntos desde o primeiro momento”, afirmou no discurso proferido durante a Reunião Introdutória com com os funcionários do UNODC.
“Estou incrivelmente orgulhosa e honrada por liderar estes dois escritórios em Viena numa altura crítica para o multilateralismo” disse Juma na mesma sessão. “Aguardo com expectativa contribuir com a minha experiência nas áreas da defesa, segurança e diplomacia para os esforços das Nações Unidas no combate a alguns dos desafios mais prementes para a paz e a segurança nos dias de hoje.”
A nova diretora sublinhou ainda urgência do momento e admitiu ter consciência das dificuldades que enfrenta. “O sistema internacional está sob pressão. As Nações Unidas navegam sob pressões financeiras, processos de reforma significativos e uma geopolítica em mutação” refletiu reconhecendo também que muitos colaboradores “sentiram incerteza ao longo do último ano, tanto no que diz respeito à liderança como aos seus postos de trabalho”.
Prioridades e desafios
Juma transmitiu aos funcionários o compromisso de lhes dar voz e de trabalhar com o Conselho do Staff para garantir que os colaboradores “se sintam apoiados, respeitados e ouvidos”. Reconheceu ainda que o processo UN80 – a iniciativa de reforma no sistema da ONU, agora em curso – “está a trazer mudanças em todo o sistema, incluindo aqui em Viena”, e prometeu trazer “estabilidade e tranquilidade” nesta fase de transição.
A nova diretora-geral tem uma agenda exigente pela frente: na próxima semana vai ao Japão para a reunião do Conselho de Chefes-Executivos, onde se vai encontrar com o Secretário-Geral e outros responsáveis da ONU. A seguir, o UNODC será necessário preparar a 35.ª sessão da Comissão para a Prevenção do Crime e Justiça Penal, e para o final deste ano está marcado o 15.º Congresso das Nações Unidas sobre Crime no Emirados Árabes Unidos – no qual se vai definir a agenda da prevenção ao crime organizado para os próximos cinco anos.
Apesar dos desafios, Juma deixou uma mensagem positiva: “Inicio este cargo com optimismo, e contarei com o vosso apoio e o vosso optimismo. Ao longo da minha carreira, aprendi que o progresso nunca se alcança sozinho. Alcança-se através de pessoas como vocês, funcionários públicos dedicados, unidos por um propósito comum mesmo nos momentos difíceis.”
Um percurso marcado pela diplomacia e dedicado à segurança
A nova responsável da ONU traz consigo um percurso assinalável nas áreas da segurança nacional e da diplomacia. Foi a primeira mulher a exercer o cargo de Conselheira de Segurança Nacional do Presidente do Quénia, função que desempenhou entre 2022 e 2026, assessorando o chefe de Estado em matérias de paz e segurança a nível nacional, regional e global. “Algo de que me orgulho profundamente”, partilhou durante o seu discurso de apresentação.
Nesse cargo, participou na definição da estratégia nacional de combate ao terrorismo e na prevenção do extremismo violento, tendo ainda estado envolvida no apoio à missão de segurança multinacional liderada pelo Quénia no Haiti – país que, nas suas palavras, “continua a ser devastado pela violência de gangues e pelo crime organizado”.
Antes, Juma desempenhara funções de Secretária de Estado em ministérios vários ministérios do seu país – Energia, Defesa e Negócios Estrangeiros –, tendo também exercido interinamente o cargo no Ministério do Petróleo e Minas. Entre 2010 e 2013, foi Embaixadora do Quénia na Etiópia e no Djibuti e Representante Permanente junto da União Africana, da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).
“Vi em primeira mão como a insegurança, o crime organizado, a corrupção, o terrorismo, o tráfico e a instabilidade afetam as comunidades e a vida das pessoas comuns. Tenho, por isso, uma noção clara de muitas das questões em que o UNODC trabalha todos os dias”, salientou.
De acordo com o comunicado enviado pelo Gabinete de Imprensa das Nações Unidas, Juma é Doutorada em Ciência Política pela Universidade de Oxford (Reino Unido), onde também obteve um certificado em Estudos sobre Refugiados; licenciada e mestre em Governo e Administração Pública pela Universidade de Nairóbi (Quénia) e fluente em inglês, suaíli e kamba.
Juma sucede assim a Ghada Waly – a primeira mulher a presidir a UNDOC – com a promessa de dar continuidade ao que descreveu como “a tradição de ter uma mulher africana à frente destas organizações”.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




