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Festival Binóide volta a celebrar a cultura canábica no Village Underground a 20 e 21 de Junho
Nos dias 20 e 21 de Junho, o Village Underground em Lisboa recebe a terceira edição do Festival Binóide, com um programa que inclui concertos, palestras, workshops e um hemp market. Dois dias de debates, concertos, exposições, workshops e encontros, para celebrar a cultura canábica num ambiente de liberdade e de festa.
A terceira edição do Festival Binóide está quase a chegar. Nos dias 20 e 21 o “festival da cultura canábica” volta a tomar conta do Village Underground, em Lisboa, para dois dias dedicados à planta nas suas mais diversas vertentes.
No programa deste ano voltam a encontrar-se algumas das propostas que marcaram o festival no ano passado, mas também há novidades. Além do tradicional mercado, das rodas de conversas e do soundsystem, o festival propõe uma exposição de artistas visuais, yoga, live painting, batalhas de rimas, slam poético e atividades para crianças.
Entre os músicos confirmados estão os DJ brasileiros Rasta Beach, Juliorodrigues, Bruno Victor, Jonsu Honorato, Nuuck7, as DJs Nayzera e Jessychica, e os Mindel Soundsystem com o seu reggae habitual. E na área dos artistas visuais vão poder encontrar-se com o ilustrador e tatuador Trauma_21, o gravador Rodolfo Contarato, o tatuador Thiago Frraz e a “multiartista afrossurealista” Nayara Blackes.
Os participantes podem ainda pôr as mãos na massa e aprender a fazer extração de óleo de cânhamo com a Amolece-te; fazer uma aula de Ganja Yoga com a Hatha Yogananda ou assistir às apresentações “A Planta e a Mulher” com Lilian Ribeiro, do coletivo de mulheres 7 Irmãs; e “Hash, uma Cultura Ancestral” com membros da equipa da Só Bons Fumos TV, da Social Weed e Ingrid Lyra Matheus.
Nas Batalhas Binóides, MC Muleca XIII vai ceder o palco aos vencedores das batalhas de rimas que têm estado a decorrer nos últimos meses em vários pontos de Lisboa e arredores entre os crews Batalha Carcaverso, Batalha do Barreiro, Free Punch of C e Gigantes à Margem para um despique de rimas canábicas e não só.
Este ano, no domingo entere as 14 e as 17h, vai decorrer ainda a Bus Experience Greenmill, uma atividade com vagas limitadas a acontecer num dos autocarros elevados do Village Underground, que inclui o Bus Místico com consultas de tarot; uma sessão de open mic com a Slam do Breu; a roda de conversa “Imersão à Cultura da Planta” com Só Bons Fumos TV, da Social Weed e Ingrid Lyra Matheus; e uma zona para crianças com uma oficina de desenho. Nos dois dias de festival, das 13h às 21h vai haver ainda espaço para a troca de livros com a Troque e Renove na Zona Xamã.
E finalmente no mercado vão poder encontrar-se marcas com produtos relacionados com canábis ou de cânhamo, como a Mi Jardin Cannábico, a Snail Papers, a Green Mill CBD, a Select 1, a marca de fertilizantes Atami ou a Black Hole Discos, além de Sérgio Neto, o autor do livro “Canábis, o Poder da Cura” e fundador da Can Heal, entre outros.
Um Boom canábico
Carolina Furtado é a alma por trás do Festival Binóide. Fundadora da página de Instagram Canal Binóide, esta brasileira sediada em Portugal há mais de seis anos, anos decidiu organizar um “festival da cultura canábica” inspirando-se no Boom Festival (razão que a trouxe a Portugal pela primeira vez) e após vários anos a trabalhar num restaurante, numa loja de produtos de CBD. Pouco depois, inscreveu-se no curso de Luna Vargas, educadora canábica brasileira que lhe deu a descobrir o Sistema Endocanabinóide e toda a indústria que envolve a canábis, e pouco a pouco foi aprendendo mais sobre os produtos e crescendo no seu trabalho, chegando a tornar-se gerente da loja onde trabalhava.
Durante estes anos, fundou o seu canal no Instagram e foi reunindo a sua comunidade online e offline, e começou a dar corpo aos seus projetos, unindo a sua paixão pela planta e pelas criação cultural. Pouco depois, juntou-se a uma amiga para criar o Festival Binóide, conseguindo assim materializar o seu sonho de criar um evento que reúnisse arte, música e canábis. Esta terceira edição acontece pouco depois do nascimento do seu bebé de seis meses, mas para Carolina não podia deixar de acontecer. “Esta é fusão de tudo o que eu vivi até hoje e de tudo o que vivi dentro da canábis, porque une a parte da produção de eventos culturais; a produção de conteúdos, que acabei fazendo depois de ter virado ‘influencer’ e tendo trabalhado para outras marcas; e também porque traz workshops e rodas de conversa, que é a parte que representa a educação e o conhecimento, indispensável dentro destas indústria, para que as pessoas venham conhecer e aprender mais sobre a planta; e tem ainda o lado da divulgação artística, e tudo o resto”, contou ao CannaReporter®.
Os bilhetes para um dia custam 10€ e para os dois dias 15€ e podem ser adquiridos aqui. O programa completo pode ser consultado na página do Instagram.
Festival Binóide
Datas: 20 e 21 de Junho de 2026
Horário: sábado das 13h às 23h, domingo das 13h às 22h. Quem tem bilhete grátis do primeiro lote deverá entrar até às 15h.
Local: Village Underground, Avenida da Índia nº 52, 1300-299 Alcântara, Lisboa.
Web: https://www.instagram.com/festival.binoide
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




