Comunicados
Próxima edição das Conversas “Vamos falar sobre canábis” vai ser dedicada ao Ativismo
O CannaReporter® volta a trazer a canábis e os seus assuntos a debate público com a segunda edição das conversas “Vamos falar sobre canábis?” marcada para dia 24 de Abril, em Lisboa. Leigos ou especialistas, todos estão convidados a participar nesta tertúlia canábica que, desta vez, vai ser dedicada ao Ativismo e vai contar com a participação da organização da Marcha Mundial pela Canábis de Lisboa, que é já no dia 2 de Maio.
A segunda edição das conversas “Vamos falar sobre canábis?” está marcada: dia 24 de Abril na Biblioteca de São Lázaro, em Lisboa – um dia antes do Dia da Liberdade, data que convida a discutir, entre outras coisas, a liberdade de escolher o que consumimos e o direito a fazê-lo, pedra-basilar para muitos consumidores de canábis e, por extensão, a muitos ativistas que têm vindo a lutar pela legalização total da planta desde os anos 50 do século passado.
É graças a estes ativistas e cientistas que ousaram ir contra o discurso do “Reefer Madness” (“A Loucura da Erva”, termo retirado do título de um filme propagandístico contra a canábis lançado em 1936) instituído por Harry Aslinger e pela subsequente “Guerra às Drogas”. Um discurso ratificado pela Convenção Única de Genebra de 1961 que os EUA impuseram ao mundo e veiculado pelos meios de comunicação afetos ao sistema que, ainda hoje, define a percepção pública sobre a canábis.
Pessoas como Allen Ginsberg, John e Leni Synclair, John Lenon e Paul McCartney, Bob Marley, Steve DeAngelo, o autor do mítico “O Rei vai Nu” Jack Herrer; o criador da Skunk #1 David Watson, o “rei” do haxixe Fenchi Cannoli, os atores Cheech & Chong; ao autor de BD Gilbert Shelton com os seus “The Fabulous Furry Freak Brothers”; ou mesmo o Dr. Peter Greenspoon e o Professor Raphael Mechoulam “pai da ciência canabinoide”, são apenas alguns exemplos de ativistas que, à sua maneira e nas suas respectivas áreas, contribuiram para o reconhecimento das propriedades medicinais da canábis e para o esclarecimento dos seus verdadeiros benefícios e riscos.
Todos estes ativistas e tantos outros que, ao longo dos anos, foram abraçando esta causa, tiveram um caminho cheio de obstáculos e de dificuldades – desde problemas com as autoridades à descredibilização ou estigmatização por parte dos seus pares, familiares e amigos. Mas todos tinham uma convicção férrea nos benefícios desta planta, quer porque as suas experiências não batiam certo com o que se dizia por aí; quer porque as suas descobertas clínicas e científicas lhes mostravam exatamente o contrário do discurso instituído.
Portanto, em homenagem a todos estes precursores e aproveitando que a Marcha Mundial pela Canábis está marcada para dia 2 de Maio e que Lisboa vai ser uma das centenas de cidades à volta do mundo que se vão juntar a esta festa global pró-legalização, o tema desta edição vai ser o Ativismo. Assim, convidamos o grupo de trabalho que está a organizar a marcha em Portugal para nos virem falar sobre a importância dos movimentos ativistas para evolução da situação da canábis no mundo – desde a Proibição global à qual foi sujeita até o trabalho que se está fazer atualmente no sentido de regulamentar o consumo, promover a investigação científica ou simplificar a produção e o processamento do cânhamo.
A organização publicou um Manifesto explicando o que os move a realizar este evento, quais as suas causas e razões para defender a legalização “definitiva” daesta planta, que se pode ler aqui:
Manifesto Marcha 2025As tertúlias “Vamos falar sobre canábis?” têm como objetivo convidar o público em geral a juntar-se ao debate e a trazerem as suas experiências e dúvidas sobre todos os aspetos relacionados com a planta – desde os seus usos medicinais e recreativos até ao cultivo do cânhamo ou a questão legal tanto da proibição como dos setores relacionados com a produção, comercialização e consumo de canábis medicinal e recreativa.
A conversa começa às 18h e vai-se estender até às 20h. À semelhança da primeira sessão, o evento decorre na sala de leitura do século XIX da Biblioteca de São Lázaro, uma das relíquias da Lisboa romântica, fundada em 1883 e a mais antiga biblioteca de Lisboa. Para quem ainda não conhece, São Lázaro guarda um acervo de mais de 20 mil documentos – incluindo livros, jornais, jornais, CD e DVD – entre os quais se encontram alguns exemplares dedicados à canábis e a outras substâncias.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.





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