Internacional
Português de 25 anos arrisca pena de morte em Singapura, por transportar 36kg de canábis
Um cidadão português de 25 anos foi detido no aeroporto de Changi, em Singapura, com 36,3 Kg de canábis, divididos em 68 pacotes. Em Singapura o crime de tráfico de droga pode resultar em condenação à morte, caso a quantidade apreendida ultrapasse os 500 gramas.
De acordo com a Agência Lusa, que cita o meio de comunicação social de Singapura ‘The Straits Times‘, o jovem terá chegado àquela cidade da Ásia “no dia 14 de abril e tinha partida marcada para o dia seguinte, comunicou a Autoridade de Imigração e Postos de Controlo (ICA)”.
A notícia da Lusa, reproduzida posteriormente pela CNN Portugal, avança ainda que o português “foi submetido a verificações adicionais feitas por cães polícias no Canal Vermelho/Verde da Zona Sul de Bagagem do Terminal 2 do Aeroporto de Changi”.
O caso já está a ser acompanhado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros que, segundo informou a agência Lusa, ainda está a aguardar resposta.
Singapura tem um dos regimes mais restritivos em termos de consumo, compra e venda de substâncias ilícitas, crimes que podem terminar numa condenação à morte – e que, em algumas ocasiões, terminam mesmo. Há precisamente três anos, no dia 26 de Abril de 2023, Singapura executou Tangaraju Suppiah, de 46 anos, condenado pelo tráfico de apenas 1kg de canábis, o que não abona muito em favor da situação do jovem português. A execução ignorou os pedidos e a posição da ONU, que na altura interveio para se manifestar contra a pena.
De acordo com o último relatório publicado pela ONG britânica Harm Reduction International, só em 2025 foram executadas duas pessoas por crimes relacionados com drogas em Singapura.
O próprio Central of Narcotics Bureau do país tem uma nota bem visível no seu site, onde avisam que “o consumo de drogas controladas (por exemplo, metanfetamina, heroína e canábis) é crime e a pessoa condenada poderá enfrentar uma pena de prisão de, no mínimo, 1 ano e, no máximo, 10 anos, para além de uma multa máxima de 20.000 dólares.”
O CannaReporter está a tentar contactar a Embaixada de Portugal em Singapura e o Ministério dos Negócios Estrangeiros para obter mais informações, mas ainda sem resposta.
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Nota do Editor: Notícia corrigida às 22:27 do dia 25 de Abril de 2026 para citar a Agência Lusa como fonte original (e não a CNN).
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




