Economia
Alemanha e Reino Unido anunciam recorde de importações de canábis medicinal, mas Portugal ainda não revelou dados de 2025
O Instituto Federal de Medicamentos e Dispositivos Médicos alemão (BfArM) já publicou, há duas semanas, os dados relativos às importações e exportações de canábis do primeiro trimestre de 2026 (Q1), com cerca de 50,539 toneladas de canábis medicinal importadas. Por seu lado, o Reino Unido anunciou também que as suas importações de canábis medicinal totalizaram cerca de 30 toneladas em 2025, um aumento de +138% face a 2024. Em Portugal, o CannaReporter® está há vários meses a solicitar os dados relativos a 2025 ao Infarmed, que até agora não os enviou. Apesar do difícil ano de 2025, devido às operações da PJ “Erva Daninha” e “Ortiga” e à subsequente restruturação do Infarmed e das normas GACP e EU-GMP, os analistas concordam que Portugal já conseguiu recuperar do impacto negativo do ano passado.
A rápida evolução do mercado da canábis na Alemanha
A Alemanha importou mais de 50 toneladas de canábis medicinal no primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados relativos às importações de canábis medicinal para do primeiro trimestre de 2026 (Q1) divulgados pelo Instituto Federal de Medicamentos e Dispositivos Médicos alemão (BfArM) em meados de Maio. Embora estes dados sejam provisórios, vêm reafirmar a posição do país como o maior mercado europeu do sector.
Comparadas com as 60,772 toneladas importadas no último trimestre de 2025, há quem esteja a interpretar estes dados como um decréscimo das importações – seria o primeiro, desde a legalização – mas na nota de rodapé, o BfArM refere que os números estão sujeitos a acertos e correções e, portanto, a quantidade total para o Q1 deste ano ainda pode vir a aumentar, como de resto aconteceu no ano passado.

Quantidade total de canábis importada trimestralmente do exterior para a Alemanha para fins medicinais e científico-médicos, na forma de flores secas (em kg).
O facto é que, se olharmos para o total dos dados relativos aos últimos quatro periodos (com os números atualizados), o país importou mais de 218 toneladas de produtos de canábis medicinal – um aumento estratosférico que posiciona a Alemanha como o maior mercado europeu de canábis medicinal e na liderança das importações a nível mundial.
De recordar que o país tinha definido um limite de 122 toneladas para as importações de produtos de canábis medicinal para 2025 – valor que foi atingido em meados de Setembro, obrigando o BfArM a cessar os licenciamentos e, posteriormente, a aumentar o “cap” para 192,5 toneladas, segundo explicava o jornal alemão Kraut Invest. Mas mesmo esse volume acabou por ser ultrapassado, acabando por atingir as 205,241 toneladas no final do ano.
Mercado alemão da canábis avaliado em mais de 670 milhões de euros
Esta impressionante evolução está relacionada, sobretudo, com o acesso facilitado aos produtos medicinais à base de canábis que adveio das diversas medidas que o Governo alemão implementou, nomeadamente a lei MedCanG” de 2024, que retirou a planta da lista de substâncias narcóticas; as medidas para facilitar a prescrição de canábis medicinal ao abrigo do sistema legal de seguro de saúde; e também com a implementação do controverso sistema de Telemedicina no país.
Como explica o 10º European Cannabis Report da Prohibition Partners, “ao retirar a canábis da lista de narcóticos e eliminar os entraves burocráticos, a Alemanha criou o ecossistema de canábis medicinal mais aberto da Europa. O mercado conta agora com o apoio de mais de 20 clínicas de telemedicina, uma robusta rede de importação e distribuição e a descida dos preços das flores, o que aumenta ainda mais a acessibilidade.”
Assim, de acordo com a mesma fonte, em 2025 “a Alemanha continua a liderar o mercado europeu de canábis medicinal, agora avaliado em mais de 670 milhões de euros.”

Quantidade total de canábis importada trimestralmente do exterior para a Alemanha para fins medicinais e científicos, na forma de flores secas e extratos. As flores secas de canábis são representadas pelo peso (em kg) e os extratos pelo peso das flores secas de canábis (em kg) necessárias para sua produção.
Atendendo ao salto que as importações de canábis medicinal deram desde o primeiro trimestre desse ano até ao último – de 8.143 para 32.419 toneladas (após cinco anos de um crescimento estável nos quais nunca chegaram a ultrapassar as nove toneladas), poderá ainda estar associada à legalização do uso adulto, que também teve início em Abril de 2024. Talvez devido ao aumento da informação sobre canábis e à normalização do uso e consumo. Mas estes dados são difíceis de confirmar, não havendo ainda números nem relatórios oficiais.
No ranking dos países exportadores para o mercado alemão encontram-se o Canadá em primeiro lugar, Portugal em segundo e a Dinamarca em terceiro (com 26,753; 10,342 e 3,338 toneladas, respetivamente). De acordo com a Cannamonitor, “a alemanha absorveu 32% do volume de exportações do Canadá (89 toneladas, no valor de 292 milhões de dólares canadianos (mais 19% do que em 2021)”.
Propostas de alteração à lei que podem mudar o jogo na Alemanha
Num post publicado no LinkedIn por Alfredo Pascual, analista com anos de experiência no mercado alemão e atualmente Head of Strategy & Corporate Development na Cannamedical Pharma, o especialista fala dos últimos números divulgados pelo BfArM e enquadra estes valores no contexto internacional e político alemão, falando especificamente de Portugal.
“A Alemanha recebeu 36 milhões de dólares canadianos num único mês, um recorde. Portugal, que tem sido alvo de muita atenção devido ao seu ‘declínio’ ultimamente, recebeu 12,8 milhões de dólares canadianos, o seu melhor mês de que há registo (depois de ter caído para 1,27 milhões de dólares canadianos em setembro de 2025).”
Segundo Pascual, “isto coincidiu com a publicação de artigos em alguns órgãos do setor explicando porque é que a Espanha, a República Checa e Malta estão a ocupar o lugar de Portugal. Um desses artigos apresentou um diretor de marketing a defender que o facto de a sua empresa não estar em Portugal é uma vantagem competitiva. Portugal parece ter levado isso para o lado pessoal?”, questiona ele, respondendo a seguir que “em março, só Portugal recebeu mais em exportações de canábis canadiana do que a República Checa, Malta e Espanha juntas”. Para ele, isto é a prova de um cenário “estável e em constante crescimento”.
De referir que Portugal é um major player no mercado, não só na produção, como também no processamento de canábis GACP para EU-GMP e distribuição para o mercado europeu – sobretudo para a Alemanha. E apesar do revés que as empresas sediadas no país sofreram em 2025, após as operações da Polícia Judiciária (PJ), que destaparam duas redes de venda backdoor de canábis medicinal, rapidamente recuperaram a sua posição no mercado.
Quanto a Malta, não há números oficiais de import/export, mas há os dados da Alemanha (4,858 toneladas importadas desde este país em 2025). E como dizem os Prohibition Partners no seu Overview sobre Malta de 2025, “embora exista alguma actividade industrial — principalmente no processamento, embalagem e investigação — a cadeia de abastecimento doméstica continua subdesenvolvida. As importações, principalmente do Canadá, continuam a dominar o mercado maltês de canábis medicinal”.
A conclusão de Alfredo Pascual é taxativa: “o mercado europeu da canábis é complexo. Os dados tendem a concordar. Mas quando os dados parecem estáveis, o que se complica é a política.”
Pascual faz esta afirmação baseando-se nas mais recentes propostas de atualização das leis relativas à canábis medicinal na Alemanha. “A incerteza reside noutro ponto: os legisladores alemães estão a debater activamente a possibilidade de excluir a flor do reembolso do GKV. Entretanto, o mercado alemão, com mais de 200 toneladas por ano, é quase inteiramente composto por compras privadas.”
Apontando para os números do GKV alemão para o ano fiscal de 2025, recentemente divulgados, explica que o Estado teve de abrir os cordões à bolsa e retribuir 249 milhões de euros em despesas reembolsadas com canábis, “sendo a flor, como habitualmente, a maior categoria individual, com 125 milhões de euros”, refere Pascual.
E enquanto os dados são estáveis e refletem a forte adesão dos cidadãos alemães (e mesmo dos médicos) aos tratamentos com canábis medicinal, as decisões políticas parecem ir em sentido contrário. Em declarações ao CannaReporter®, Alfredo Pascual explicou que “isto está inserido numa alteração da lei muito mais abrangente, com medidas que pretendem resgatar o sistema de saúde pública; e uma dessas medidas é que as flores [de canábis] deixem de ser reembolsadas”.
De cordo com Pascual, enquanto as alterações propostas ao sistema de Telemedicina, se forem aprovadas tal como foram propostas, terão um impacto enorme (embora a probabilidade de passarem no Parlamento tal como estão seja pequena), a questão do reembolso teria um impacto bem menor, mas tem mais probabilidade de ser aprovada até porque, hoje em dia o mercado [das flores de canábis medicinal] já é, maioritariamente privado.
Reino Unido, 30 toneladas num mercado em que “tudo cresceu”
No ano passado, o mercado da canábis medicinal atingiu o valor histórico de 226 milhões no Reino Unido, com as importações divulgadas pelo Home Office quase a duplicar, de 15,5 toneladas em 2024 para 30 toneladas em 2025, de acordo com os números publicados pelos Prohibition Partners. De acordo com o Business of Cannabis, três países exportaram canábis medicinal para o Reino Unido pela primeira vez no ano passado: “a Suíça (354kg), a República Checa (142kg) e a Grécia (105kg).” Israel, “que já exportava quantidades residuais nos dois anos anteriores, aumentou para os 186kg”, sumarizam.
Quanto a Portugal, o mesmo jornal online avança que cresceu “de 384 kg em 2023 para 2,466 toneladas em 2024 e para 3,971 toneladas em 2025. Mas foi a África do Sul que “registou o crescimento mais consistente entre todos os fornecedores além do Canadá e de Portugal, passando de 42 kg em 2023 para 421 kg em 2024 e 1,345 toneladas em 2025.”
As exportações também aumentaram consideravelmente, mas de acordo com Arnau Valodvinos, fundador da analista Cannamonitor, foi “porque partiam de um ponto quase irrisório, mas continua a ser um 10% ou menos do que se importa”, e isto “não tem a ver com mudanças regulatórias mas antes com um crescimento do mercado. O mercado cresceu e, portanto, tudo cresceu”.
O relatório da Cannamonitor sobre o Reino Unido apresentado no passado mês de Maio, explica que o mercado da canábis medicinal do Reino Unido está a fazer três coisas ao mesmo tempo: escalar, diversificar e concentrar. Vaporizadores e pastilhas estão a remodelar a composição das dosagens, que era anteriormente composta por 84% de flores; as opções de potência, cultivar e perfil dos canabinóides estão a diversificar-se em todos os formatos; e um pequeno grupo de clínicas online canaliza a procura para um núcleo de prescrição ainda restrito.”
Para este analista, observaram-se quatro mudanças significativas no país: o volume, que duplicou em quatro anos; o formato, em que a flor perdeu quota de mercado pela primeira vez, representando 83%, com os Vapes a aumentar (182%), assim como as pastilhas (131%); a formulação, com um aumento do volume de vaporizadores (quase para o triplo no primeiro semestre de 2025), das pastilhas (monopólio da Curaleaf) e novos SKU desenvolvidos com base em perfis de canabinóides mais pequenos; e finalmente os médicos, com 166 prescritores ativos no primeiro semestre de 2025 (após um pico de 201, em 2024), cerca de 540 utilizadores registados no sistema MCCS e um aumento de 53 no volume de medicamentos prescritos desde 2019 (de 8 para 426 itens/mês).
Portugal não divulga números oficiais de 2025, mas já existe data
Em Abril deste ano, o Business of Cannabis publicou um artigo sobre as exportações do Canadá para a Alemanha e Portugal, referindo o seguinte:
“A mudança estrutural mais significativa visível nos dados de Fevereiro é o colapso quase total das importações portuguesas de flores de canábis do Canadá. Portugal recebeu 1,67 milhões de dólares canadianos em flores de canábis secas em fevereiro de 2026, uma queda de 86,6% face ao pico de 12,4 milhões de dólares canadianos em abril de 2025, e uma fração dos 11,1 milhões de dólares canadianos registados apenas doze meses antes, em fevereiro de 2025”, resumindo ainda que “a ascensão e o recuo de Portugal formam um ciclo completo no conjunto de dados. As importações do Canadá foram insignificantes até ao início de 2024, aumentaram de forma constante até ao pico no primeiro e segundo trimestres de 2025, e depois caíram acentuadamente a partir de agosto de 2025, com o aumento das importações diretas da Alemanha.”
O que podemos dizer de Portugal é que, pelo que se pôde observar, depois da quebra de confiança provocada pelas operações “Erva Daninha” e “Ortiga” da PJ, e devido aos atrasos do Infarmed na emissão de certificados e licenças, a demora do lançamento da nova plataforma, na atualização do sistema de registo de atividade, a indústria ressentiu-se.
Como explicou Arnau Valdovinos ao CannaReporter®, “Em Fevereiro de 2026, a República Checa estava à frente de Portugal em exportações do Canadá – isto é um sinal de todas as exportações GACP que depois se processam como EU-GMP; mas em Janeiro e Março Portugal estava já muito à frente da República Checa, de Malta e da Suíça”.
Portanto, conclui este analista, “Portugal travou um pouco no ano passado e outros países cresceram, não o vamos negar; mas isso não é o fim de nada. Apesar de muitos anteciparem que ia perder a sua posição como grande centro de produção e processamento, não foi isso que aconteceu, continua a estar forte, embora agora haja outros players no mercado.”

Exportações de canábis medicinal de Portugal desde 2017 até Agosto de 2025. Fonte: Manoxblog
Se olharmos para o gráfico publicado no site Manoxblog, Portugal exportou 33,16 toneladas de canábis entre Janeiro e Agosto de 2025, maioritariamente para a Alemanha, tendo havido, ainda assim, um aumento do volume em relação a 2024, que se situava nas 31 toneladas aproximadamente. No entanto, estes dados não foram confirmados pelo Infarmed.
Além da produção, Portugal continua a ser um hub de processamento de canábis medicinal vinda do Canadá e de outros países; continua a ser o segundo maior fornecedor no mercado alemão (55,164 toneladas em 2025 e 10,342 toneladas no Q1 de 2026), a seguir ao Canadá; e de acordo com o o 10º European Cannabis Report, da Prohibition Partners, em 2025 continuava a ser o terceiro fornecedor do mercado de canábis medicinal no Reino Unido, em termos de volume, depois do Canadá e de Espanha. “Uma parte significativa das importações de Espanha e do Canadá, bem como todas as importações da Alemanha, são produtos que foram importados por estes países, processados e re-exportados para o Reino Unido. A maioria destes produtos é cultivada no Canadá e em Portugal”, explicam.
Grandes expectativas, ilusões vãs
Assim como se tem vindo a observar um enorme crescimento dos mercados de canábis medicinal na Alemanha e no Reino Unido; em Portugal, como vimos, apesar dos números das exportações mostrarem que a produção e o processamento cresceram, o mercado doméstico é praticamente inexistente, mesmo seis anos depois da legalização.
Atualmente, existem 10 produtos de canábis medicinal à venda nas farmácias em Portugal (embora já haja 15 licenciados). A maior parte, são soluções orais (óleos) com preços que podem ir dos 64€ aos 193€ por embalagem, sem comparticipação – se não considerarmos o Sativex e o Epydiolex que vão dos 500€ aos 1000€ por embalagem. De acordo com os últimos números divulgados pelo Infarmed, as prescrições chegaram apenas às 1157 unidades em 2023 e 757 unidades até o terceiro trimestre de 2024. Em 2025 não se sabe ainda, mas mesmo que se verifique um aumento, são números irrisórios tendo em conta o volume de produção do país. Pelo que se vai entendendo, isto deve-se sobretudo à falta de formação dos profissionais de saúde que, apesar de estar prevista na Lei da Canábis Medicinal, nunca saiu do papel. E até os médicos não estarem formados e preparados (e abertos) para usar este tipo de fármacos, pouco vai mudar.
Posto isto, cerca de 60 operadores sediados em Portugal têm abraçado as saídas possíveis: exportação e processamento, colocando o país no top três do ranking mundial de fornecedores de canábis medicinal a nível mundial. E a evolução da situação na Alemanha foi uma bóia de salvação para Portugal.
No entanto, o crescimento do mercado alemão também tem revelado ser uma faca de dois gumes para os operadores. Assim como Portugal encontrou Samarcanda neste entreposto, outros países preparados e com faro apurado também identificaram a oportunidade. A seguir, a lei do mercado manifestou-se em força.
Num artigo publicado em Novembro de 2025, o Business of Cannabis fazia um apanhado da situação portuguesa na altura e do seu papel como processador de produtos GACP vindos de outros países para obter a certificação EU-GMP (operação conhecida como “GMP washing”).
Arthur de Cordova, CEO e Co-Founder da empresa Ziel, especialista em equipamento para tratamento e descontaminação, explicava que “esta dinâmica, que se revelou rentável para as seis instalações de processamento com certificação EU-GMP que operam em Portugal durante o período de prosperidade do mercado europeu, está agora a ser posta em causa. Um dos principais motivos é o preço.” Segundo De Cordova “Os grossistas alemães pagam cerca de 3€ por grama” e, para eles, não importa se o produto vem de Portugal ou diretamente de uma instalação com certificação GMP no Canadá, desde que cumpra os requisitos de conformidade”.
Ou seja, o aumento da oferta, acabou por criar um enorme bottleneck não só para Portugal, mas para todos. Os preços das flores caíram consideravelmente no último ano, tanto na Alemanha como no Reino Unido.
Mas como é habitual, com a canábis nada é linear. Como diz Arnau Vadovinos, “é certo que a descida dos preços está relacionada com um grande influxo de produção e muitos players entraram em força no mercado alemão; o Canadá, inclusive, já tem operadores focados unicamente na exportação, nem lhes interessa o seu próprio doméstico. Mas embora a produção canadiana continue a estar mais valorizada por serem de cultivo indoor e ter maior percentagem de THC, considerando-se de mais qualidade, há outras origens e muitos fatores a ter em conta”.
Os fatores podem ser o teor de THC por um lado, mas também o tipo de produção (GACP, GMP, premium, etc.), a forma como a flor foi processada (trim manual ou mecânico), entre outros. Se por exemplo no Reino Unido uma flor com certificação EU-GMP pode ser vendida entre 2,75£ e 4,25 £ por grama; uma flor GACP é comercializada a 1,25 – 2,65£ / grama.
De acordo com a análise feita por João Duarte, Bussiness Developer da Decimal Engineered Systems e colaborador do CannaReporter®, o preço médio por grama situea-se atualmente nas 7,05£. No mercado existem atualmente cerca de 628 produtos de canábis no mercado britânico.
Já na Alemanha, de acordo com um artigo publicado na Hanf Magazine, no passado mês de Abril, os pacientes podem encontrar 1300 strains (variedades de flores) de 58 fornecedores, com preços que “variam consideravelmente: entre 2,99€ e 17,09€ por grama de flor. O preço médio ronda os 6,81€. Aproximadamente 78% das variedades disponíveis custam entre cinco e dez euros.”
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




