Cânhamo
Coreia do Sul investe 21 milhões de dólares na investigação com canabinóides menores derivados do cânhamo
O governo da Coreia do Sul anunciou um investimento de 29,6 mil milhões de Won (cerca de 18 milhões de Euros) para impulsionar a investigação dos canabinóides menores do cânhamo industrial – como o CBG, o CBC e o CBN –, com vista à produção de medicamentos a partir destas variedades da planta com baixo teor de THC.
O novo programa está pensado para ter uma duração de quatro anos, renovando assim o propósito da chamada Zona Especial do Cânhamo Industrial de Andong, onde o foco até agora foi o cultivo de cânhamo para a extração de CBD. Com este investimento, o país pretende tornar-se um centro de inovação biotecnológica do cânhamo, apesar do país ainda manter um dos regimes regulatórios mais rigorosos do mundo no que toca à canábis.
De acordo com uma notícia publicada pelo Hemp Today, este novo investimento estratégico anunciado no passado dia 23 de julho, reflete a prioridade de Seul para a cultura do cânhamo. Com este pacote de investimento, o país vai expandir a chamada Zona Especial de Andong, na província de Gyeongsang do Norte, uma “área supervisionada pelo governo onde as empresas licenciadas podem testar o cultivo de cânhamo medicinal, a extração de canabinóides e o desenvolvimento farmacêutico, sob condições estritamente controladas, e de acordo com as rigorosas leis do país relativas à canábis”, explicam no mesmo artigo.
Uma “cluster” do cânhamo medicinal, focado na extração de canabinóides e na investigação farmacêutica. Mas se o foco das empresas que ali se estabeleceram foi a extração e investigação em volta do CBD, o país decidiu apostar agora por explorar o potencial dos canabinóides menores e, de acordo com o jornal, “estabelecer uma cadeia de valor completa”, desde o cultivo do cânhamo e o desenvolvimento de variedades nacionais, até à comercialização” para fins medicinais. De acordo com o Hemp Today, o Governador Lee Chul-woo “descreveu o projeto como parte da estratégia mais ampla da província para fomentar as indústrias futuras através da inovação regulamentar.”
Entre as empresas de biotecnologia e entidades que já operam nesta zona especial encontram-se HLB Life Science R&D (Grupo HLB), a Apack, a Envider Pharm, a TopoLab e a INGR, “que trabalham em conjunto com o Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia (KIST) e o Instituto de Bioindústria de Gyeongbuk.”
A aposta sul-coreana nos canabinóides chamados “menores” como o Canabinol (CBN) e o Canabigerol (CBG) vai de encontro a alguns dos estudos científicos mais recentes, que têm revelado propriedades específicas destas moléculas para a modulação do Sistema Endocanabinóide e o tratamento de algumas doenças, põe o país na vanguarda da investigação científica com as variedades de canábis com baixo teor de THC (e, portanto, consideradas cânhamo).
Para além da vertente medicinal, investigadores sul-coreanos estão também a explorar subprodutos do cânhamo para materiais compósitos de base biológica, embora o investimento atual reafirme que o setor farmacêutico continua a ser a primeira prioridade comercial do país.
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[Aviso: Por favor, tenha em atenção que este texto foi originalmente escrito em Português e é traduzido para inglês e outros idiomas através de um tradutor automático. Algumas palavras podem diferir do original e podem verificar-se gralhas ou erros noutras línguas.]____________________________________________________________________________________________________
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Margarita é colaboradora permanente do CannaReporter desde a sua criação, em 2017, tendo antes colaborado com outros meios de comunicação especializados em canábis, como a revista Cáñamo (Espanha), a CannaDouro Magazine (Portugal) ou a Cannapress. Fez parte da equipa original da edição da Cânhamo portuguesa, no início dos anos 2000, e da organização da Marcha Global da Marijuana em Portugal entre 2007 e 2009.
Recentemente, publicou o livro “Canábis | Maldita e Maravilhosa” (Ed. Oficina do Livro / LeYA, 2024), dedicado a difundir a história da planta, a sua relação ancestral com o Ser Humano como matéria prima, enteógeno e droga recreativa, assim como o potencial infinito que ela guarda em termos medicinais, industriais e ambientais.




